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Esboço do Destino

Grupo de Teatro G.B. 22 Maio de 1925 da Idanha apresenta: Esboço do Destino 16 de Junho / 28 Julho às 22.00 na Sociedade Recreativa G.B. 22 Maio de 1925 da Idanha 17 de Junho 1º Encontro Grupos de Teatro Centro Lúdico das Lopas/Agualva-Cacém

Porque vai correr tudo bem....

Hoje deixo aqui um poema de Fernado Pessoa, li-o ontem e tocou-me muito, acho que se ajusta na perfeição ao momento que estamos a viver agora... Palco da Vida Você pode ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não se esqueça de que sua vida é a maior empresa do mundo. E você pode evitar que ela vá à falência. Há muitas pessoas que precisam, admiram e torcem por você. Gostaria que você sempre se lembrasse de que ser feliz não é ter um céu sem tempestade, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem desilusões. Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros. Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas refletir sobre a tristeza. Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos. Não é apenas ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de cri...

Sinopse de Esboço do Destino

A procura interior de um escritor pouco inspirado leva-o a personificar a sua consciência, chama-lhe Deus e ouve-a num misto de perplexidade fingida e respeito. A conversa “divina”, consigo mesmo, exalta-lhe a caneta e provoca o nascimento de uma história moral. Personagens que vestem pensamentos e atitudes reais de uma sociedade de aparências e ao mesmo tempo de rupturas entre gerações, a moral fingida e a ética real. Meados dos anos 70, ilustrados numa família de classe média, auto-intitulada de classe alta, cheia de virtudes imorais, onde o que parece nunca é. Um esposo sério fora de portas, uma mulher respeitada na rua, habitantes de uma casa de mentiras, traição e quizílias familiares. Uma amante critica dos maus costumes e seguidora dos mesmos, um filho recém-rebelde, pseudo-apaixonado por uma actriz, que o encanta com o cheiro da liberdade física e sobretudo psicológica.O clímax de um escritor que ganha noção da criação, se desprende da sua consciência, e se torna dono e senhor ...

Muitos Parabéns

Muitos parabéns para a nossa colectividade que hoje comemora 82 anos. É obra!! Pelo trabalho e dedicação que todos os que trabalham nela, para os sócios e amigos, o Grupo de Teatro deseja muitos anos de vida!

O nascimento do “ Esboço do Destino”

Em 1999 comecei a escrever a minha primeira peça de teatro, por prazer pessoal, sem qualquer objectivo de lhe dar vida. Contava a vida de um rapaz de família humilde que se apaixonou por uma rapariga cujo maior sonho e objectivo era ser actriz. O pai boémio desde sempre, autoritário, egoísta, acaba por reconhecer os seus erros e tenta reconciliar-se com a vida. A mãe solitária, presa ao passado, infeliz, com grande amor ao filho. O fim, trágico... A rapariga, de nome Silvia, deixou Jorge e foi estudar teatro para o estrangeiro. Este despedaçado começou a drogar-se, o Pai assim que soube não resistiu a essa desilusão e suicidou-se. Entretanto Silvia volta de Inglaterra e reencontra Jorge. O amor renasce até que a Mãe dele a vê... Dei-lhe o nome de “A Vida, o Amor , a Morte”. Cheguei a ensaia-la por brincadeira na garagem de um amigo, curiosamente o Miguel, membro actual deste grupo de teatro. Ficou por aí, por uma brincadeira! 7 anos depois, resolvi pegar nesse original, reli-o e ache...

Abrigo Temporário a 9 de Junho no G.B. 22 Maio

Pelos festejos do 82º aniversário do G.B. 22 de Maio da Idanha, vamos receber no dia 9 de Junho a Oficina de Teatro de Almada, com a peça "Abrigo Temporário". “ABRIGO TEMPORÁRIO” 17ª Produção da Oficina de Teatro de Almada Ficha técnica: “ABRIGO TEMPORÁRIO” a partir de textos de : Ana Hatherly, Anton Tchekov, David Lodge, Edson Athayde, Luís F. Veríssimo, Mário – Henrique Leiria e Ruben Braga. Adaptação, Dramaturgia e Encenação: Fernando Rebelo Intérpretes: Sandra Quá, Pedro Bernardino, Fernando Rebelo Cenografia: Jorge Barros Gomes Grafismo: Nuno Quá Figurinos: Alice Rôlo Técnica: Patrícia Vieira Voz ‘spot’ rádio: Alexandra Sargento Vídeo e fotos: Rui Pina Do espectáculo: «Não é necessário que saias de casa. Fica à mesa e escuta. Não escutes, espera apenas. Não esperes, fica em silêncio e só. O mundo virá oferecer-se a ti para que o desmascares, não podes fazer outra coisa, extasiado, contorcer-se-á diante de ti.» Franz Kafka É o teatro à procura de abrigo em textos que lh...

Subir ao palco

Porque a seriedade da vida nos corrompe e envelhece, tiramos a roupa suja e velha, e vestimos uma nova, com vaidade. Fazer teatro não é só fingir, é sobretudo sentir. Sentir, sofrer e ser feliz. É sentir que “olhos nos vêm”, o que sentem as pessoas, as de fora, as reais, as obscuras, com a vida da nossa personagem. As personagens são as paredes de uma casa vazia por dentro, têm aparência, têm presença, têm cheiro, têm tacto. Sobretudo têm o presente, mas não têm nem passado nem futuro. São, mas nunca foram nem serão. Para mim, personagem por dentro e por fora, mesmo na realidade da vida, o segredo, no teatro e na escrita é precisamente esse, Ser presente, nada dever ao passado e nada temer ao futuro. É isso que liberta, é isso que consume, é isso que apaixona. Vitor Nunes