Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta Textos de Peças

Peça de Natal "Os Espíritos de Natal"

Faltando menos de três meses para o Natal, começa a procura de textos, versos, canções para a quadra natalícia. Num outro blog que tenho  http://bluestrassbychristmas.blogspot.pt , tenho lá um texto escrito por mim. Ao fazer a pesquisa no Google por "Peça de Teatro de Natal" congratulo-me de dizer que a minha página é a segunda mais procurada. Logo achei por bem, colocar aqui também a dita peça, uma vez que este cantinho trata de partilha de opiniões, de textos teatrais. Este ano não é excepção, a dita peça vai estar disponível em ambos os blogs, sem que qualquer grupo ou particular tenha que pagar direitos de autor. Esta é a minha única peça colocada na íntegra na Internet. Podem usá-la, apenas agradecia um email para sandra.cabacos@gmail.com ou deixando um comentário aqui, com indicações de que a vão fazer... não é pedir muito, pois não?? Também não vale a pena virem comentar que a história não é original, que as canções não são minhas, a minha única resposta será que esc...

Excerto de "O segredo"

Olá, há mais de uma ano que não postava aqui nada... Já andava para cá vir à uns dias, mas hoje resolvi-me! Vou aqui deixar mais um excerto de uma das minhas peças, já foi escrita talvez no ano 2000, fui buscar inspiração para escreve-la no filme e livro "Casda dos Espíritos" de Isabel Allende e também a algumas situações um pouco mais pessoais. Conta a história em primeira mão (a narradora é presente) de uma jovem que perdeu toda a familia, mas que a história dessa sua família está envolvida num segredo que aos poucos vai ser desvendado. A peça é passada entre vários flashbacks, entre os anos 60, os anos 20 e o final do séc XIV. Fala de um tema controverso, que é a vida para além da morte... sim, não é um tema muito habitual para se retratar, mas é o que é! Aqui fica um excerto: "(...) Estava a ler para me manter calma, estava num tal estado de ansiedade. A todo o momento esperava que Frank entrasse pela sala dentro. Tinha tantas saudades dele... De repente começo a sen...

Abril - Parte I

Olá! Antes de mais peço desculpa por não vir aqui à tanto tempo, mas como devem de imaginar as minhas prioridades neste momento são outras. No entanto, como o mês de Abril está próximo, resolvi deixar aqui um apontamento, sobre uma peça (ou uma tentativa de tal), tendo como tema o 25 de Abril. A ideia base desta peça é existir duas personagens que funcionam como narradores presentes. Quando escrevi o texto, imaginei-as (os) como se fossem um género de Mimos, mas cada qual faz a interpretação de sua maneira. O texto principal, é feito não em rima, mas as frases ditas por um, são completadas pelo outro personagem e ditas em jeito de declamação, mas sempre num tom brincalhão. Os outros excertos de textos dizem respeito a uma outra peça musicada que escrevi também sobre o mesmo tema, que por ser tão complexa de encenar, sempre ficou em gaveta. Este texto tem alguns apontamentos musicais, temas bem conhecidos como "Muda de vida" de António Variações ou então Aquele Inverno” dos De...

Abril... (parte 2)

Na continuação do texto anterior, deixo aqui uma segunda parte desta peça, falando sobre os "famosos" interrogatórios que a PIDE fazia... (Narradores trazem uma cadeira e colocam-na no centro do palco) - Ser ou não ser, já escrevia Shakespeare. - Eis a questão? - Qual? - A questão fundamental do nosso viver. - Da nossa maneira de estar perante a vida... - ... e perante a sociedade tão castradora ontem... - ... tal como ainda hoje. - Usar o amarelo... - ... assim como o Laranja ou o vermelho... - ... sem que nos apontem um dedo acusatório. -Ter direito a vida própria, fazer opções, orientações... - ... sem que para andar na rua... - ... tenhamos que olhar para um lado... - ... e para o outro, com medo que a escuridão dos enfatiados... - ... nos venha absorver todas as nossas forças e vontades. (Sentado no público está a personagem António, surgem dois homens vestidos de gabardinas escuras e chapéus, focos de luz apontam para as personagens) Pide 1 – Ó amigo, você chama-se Ant...

Abril...

Neste mês que é o de Abril, festeja-se a liberdade... de expressão, festeja-se todas as liberdades. Por isso deixo aqui um excerto de um texto que faz parte de uma peça para ser feita em Abril. "(No palco está um cenário a preto com um cravo vermelho pintado, luz negra entre cada cena, narradores vestidos de pretos, eventualmente com um apontamento de vermelho, umas luvas por exemplo) - Hoje, vamos festejar Abril... - ... hoje vamos festejar a vida, a tua, a minha... - ... a nossa, a vossa liberdade de poder afirmar eu sou... - ... eu e estou de bem com a vida. - Não há cá vai - se andando, aqui, só se vai estar sempre bem. - Porque é bom poder dizê-lo aos sete ventos... - ... gritar para quem quiser ouvir... - ... adoro viver! - Sem repreensões, sem dúvidas que exista alguém na sombra de cada esquina, que coloque em dúvida quem somos e o que fazemos. - Esta, é a nossa missão esta noite, ainda que por vezes impossível... - É sempre bom poder sonhar com um mundo melhor... - É sempr...

Liberdade de Expressão

Tenho a liberdade debaixo do braço, ando com ela para cá e para lá. Por vezes balanço-a e voo numa felicidade libertadora. E lá de cima grito o que quero, critico o que me apetece, odeio por palavras a quem não gosto e amo por gestos e por letras montadas. Luto por tudo a que tenho direito, e se os direitos que tenho não me chegam grito mais alto e protesto. De livre vontade estou inconformada, grito sem me sentir amedrontada. Tenho debaixo do braço a prenda que me deram. A prenda que a vida dá igual para todos. Dádiva que um dia nos quiseram tirar e que à força nos prenderam. Mas a liberdade tem vida própria e nos cravos se encantou. Deposito na minha boca, arma da democracia, os cravos da alegria. E com o vento a bater-me nas costas rezo em voz alta pelo que acredito... Viva a Autonomia... Viva a Liberdade... Viva a Democracia... Vitor Nunes

Liberdade de Expressão

(Jornalista apresenta o programa) Jornalista – Boa noite. Bem vindos a mais um programa, contra e anti-prós. Quero referir que transmitimos em directo, dos estúdios do G.B. 22 Maio. Hoje e porque é 24 de Abril de 2007 vamos aqui debater a grande e histórica revolução do 25 de Abril. (...) Tenho do meu lado esquerdo o Eng. António Mestre que defende a revolução e a queda da ditadura. Na minha extremidade direita o Dr. José Pinto Lopes, defensor da ditadura e seguidor de ideais salazaristas. É bom voltar a lembrar que o tema de hoje é Liberdade de Expressão. Eng. António Mestre, começo por si. Eng. A. Mestre – Bom antes de mais, boa noite a todos. Em relação ao assunto de hoje, o próprio tema já é um excelente argumento. Podemos dizer tudo o que pensamos, praticar e defender as nossas ideias. E é isto que se passa neste programa. E com isto... (Jornalista interrompe) Jornalista – Dr. José Pinto Lopes Dr. José P. Lopes – Eu também queria cumprimentar quem nos ouve e desejar muito boa ...

Liberdade de Expressão

Sinto-me perdida no meu mundo, na minha realidade, vivo asfixiada. Não posso partilhar este sofrimento. Falo com a lua, só por pensamento. Vejo nos olhos dos outros um espelho do que sinto. Vejo nos olhos dos outros o poder, a felicidade por fazer sofrer. Fizeram-me “pagar” só por ter falado. Como podem eles acreditar que por calarem, as pessoas deixam de pensar? Estão a subestimar-nos. Tiram-nos valores morais, princípios de vida, dignidade... Isto é puro cinismo. Até eles acreditam nas suas próprias mentiras... e Eu – Tu – Ele – Nós... Vidas Perdidas! Momentos vividos que vamos guardar, mas infelizmente de tempos que marcam pela negativa. Já ouvi dizer, da boca dos que se acomodam, deixa andar que é o melhor para ti. Não tem que ser assim. Não tem que ser o melhor para mim, para todos. Eu... só quero ser feliz. Mauro Barata

Liberdade de Expressão

(Pedro e Manuel a conversa) Manuel – Viva, Santos. Pedro – Então Noz, estás bom? Manuel – Cá vamos andando. Já sabes da grande novidade? Pedro – Que novidade? O Eduardo saiu da prisão. Vou já avisar a minha mulher. Manuel – Não pá! Do Salazar. Pedro – Do Salazar? Não, não sei nada. Manuel – O velho já não está à frente do pais. Pedro – O quê? Morreu? Manuel – Não, caiu de uma cadeira. Sentou-se mal!! Pedro – Então agora quem é que nos desgoverna e censura catano?? Manuel – Sim, é esse mesmo. Afinal já sabias. Pedro – Esse mesmo quem? Manuel – O Catano, Marcelo Caetano. Pedro – Esse também há-de cair, sentou-se na mesma cadeira.

Liberdade de Expressão

Este texto foi o que abriu o espectáculo de dia 24 de Abril . Liberdade de Expressão, shhh, não se diz... não se fala...não se quer saber, agora tens de engolir a errata serpenteada a azul e adormecer na ignorância. Os Deuses abandonaram-te á tua pouca sorte, atraíram-te para um encontro. Para as escuras catacumbas, onde vês ao fundo a luz do anjo que te veio purificar, mente santa e salvadora mas também depravada. Senhor de bons costumes e hábitos puros, sabiamente manipula as vontades do povo com promessas de pão e alegria. Habilmente, em contra mão lá vamos nós, lá vai um país encantado. Lá vamos rindo das nossas desgraças, por entre franjas e bigodes, vendo a cada dia que passa, a nação a ser dizimada numa batalha inglória. As lágrimas que derramas em vão, enchem as margens de um rio podre que já nada mais dá, se não dejectos negros da nossa vergonha. Sandra Cabaços