terça-feira, 19 de junho de 2007

Dia 22 voltamos a cena...

Após termos a agradavél surpresa de termos a casa cheia no passado sábado dia 16, vamos voltar a cena esta sexta-feira dia 22 de Junho.
Esperamos por vós no G.B. 22 de Maio.

Até lá... "Que comece a vida"...

Cumprimentos Teatrais
O Grupo de Teatro

domingo, 17 de junho de 2007

A prova de esforço e dedicação...

Algumas fotos do "Esboço do Destino", dia 16 de Junho de 2007....
























sexta-feira, 15 de junho de 2007

É incrível mas é verdade...

Esperei até ao dia de hoje para escrever este pos’t.
Há cerca de duas semanas dei-me ao trabalho de enviar um e-mail para alguns sítios, inclusive os jornais diários gratuitos com o cartaz do “Esboço do Destino” e a sua sinopse.
Sempre esperei que dessem alguma atenção e publicassem nem que fosse uma minúscula frase sobre o caso, mas não...pelos vistos somos tão insignificantes, que nem isso merecemos...
É bom saber que os grupos amadores são tratados desta maneira, no entanto questiono-me se por acaso no cartaz viesse referido que tínhamos como actor convidado ou como encenador uma figura pública, aí o caso já mudaria de figura, ou seja dava mais visão à coisa se é que me compreendem...

Não faz mal, amanhã sabemos que todo o nosso trabalho vai ser recompensado com as palmas de uma casa cheia...
Amanhã vai ser uma noite memoravél...

Sandra

Carta ao Jornal "Meia-Hora"

Teatro por amor à camisola...

Quando li o editorial do vosso 1º número, chamou-me a atenção falarem da liberdade de expressão, hoje qualquer um de nós pode falar no próprio tema sem qualquer problema, ou pelo menos pensamos nós que sim.
Precisamente por isso, resolvi escrever-vos. Resolvi propor-vos que façam uma pesquisa e dêem uma oportunidade a quem trava “duras” batalhas pela sua própria liberdade de expressão. De entre muitos que o fazem eu pertenço a um desses grupos, os grupos de teatro amador. Pode até parecer estranho, mas sim, estes grupos lidam todos os dias com as mais adversas dificuldades para pôr de pé um espectáculo por mais pequeno e simples que seja.
Desde orçamentos reduzidos quando não inexistentes, carência de actores e técnicos, tentativas de agradar a “gregos e a troianos” (vulgo público) e uma força de vontade de sonharmos ser um bocadinho maiores do que na realidade somos, de tudo nós temos um pouco.
Quando se fala que existe falta de público para assistir a peças de teatro, não posso deixar de esboçar um sorriso e pensar nas salas quase sempre cheias que conseguimos ter, quando fazemos um novo espectáculo (diga-se de passagem que gratuito).
Os melhores prémios que recebemos são sem dúvida as palmas do público, no entanto sempre que estamos em ensaios sentimos muitas dúvidas e angustiamo-nos se o caminho que tomamos é o mais correcto.
Como em tudo existe a critica, por vezes injusta, muitas vezes cortante, vinda de pessoas que de teatro percebem muito pouco e que estão apenas habituadas a que os “coitadinhos” dos grupos amadores apresentem sempre as mesmas “xaropadas” de comédias do inicio do séc. XX ou revistas à portuguesa em que a piada escasseia e os textos são deprimentemente maus.
Mas essas opiniões são o que nos dá alento para continuarmos a ser uma classe de resistentes.
Um dia, perguntaram-me porque não ia para o conservatório? E eu respondi simplesmente, porque me sinto muito bem na minha pele de actriz amadora.
Mesmo sendo um caminho árduo, sinto-me feliz por vestir a camisola (tal como qualquer um dos meus colegas) e conseguir “formar” futuros jovens actores, mas mais importante do que isso, formá-los para que sejam os homens e as mulheres do futuro, com sentido de responsabilidade e de empenho e que saibam dar valor, ás “pedras” que aparecem ao longo da vida.
Tal como dizia Fernando Pessoa “Pedras no caminho?... Guardo todas, um dia vou construir um castelo.”


Sandra