quinta-feira, 10 de junho de 2010

"Road" mais um sucesso no caminho do Contrasenso!


O grupo de Teatro Contrasenso, está prestes a estrear a sua próxima peça, ou melhor o seu próximo musical "Road".
A sínopse que passo a transcrever está disponivel num dos seus cantinhos e conta então:

"E se um dia subisses ao topo de uma montanha e lançasses ao vento uma carta, esperando que esta chegasse à pessoa que o destino te havia reservado?
Foi isso que Charlotte fez, antes de partir numa das muitas viagens que caracterizam a sua vida. Charlotte é uma jovem sonhadora, que vive a vida a viajar de cidade em cidade, acompanhando a sua Mãe, que não consegue criar laços em nenhuma parte do mundo. Desejosa de se fixar num sítio e estabilizar a sua vida, a jovem vai viver a maior aventura da sua juventude. A acção decorre nos anos 50 em território Norte Americano no limiar da integração racial.
Madeleine, mãe de Charlotte, é uma mulher de ideias conservadoras, mas com um estilo muito moderno, que não deixa ninguém indiferente. Tem duas filhas, Charlotte e Linda, que arrasta consigo de cidade em cidade, à procura de uma nova vida. Para a nova cidade onde vão viver, a integração racial é já uma realidade, ideia à qual Madeleine não se habitua, despoletando confrontos ideológicos e conflitos de gerações.
Numa das muitas festas multiculturais que existem na cidade, Charlotte apaixona-se por Jimmy, mas este parece não nutrir qualquer interesse pela jovem, pois sabe-se que ele vive apaixonado, mas ninguém sabe por quem.
Conseguirá Madeleine aceitar nova realidade? Poderá Jimmy responder ao Amor de Charlotte?
Road! É uma metáfora para a realidade vivida ainda hoje em muitos cantos do mundo, traduzindo o negro do alcatrão sinalizado com listas brancas, o percurso que o homem delimita para aqueles que discrimina. É um apelo à liberdade, aos valores individuais de cada um. Um musical que pretende despertar as mentalidades e os sentidos através de melodias e coreografias contagiantes."


Este então é mais um sucesso garantido na já consideravél carreira deste grupo e também na qualidade de encenador/autor Miguel Mestre, que este ano completa 13 anos a dar cartas no âmbito do teatro amador. Quem conheçe o trabalho, sabe que cada nova peça, surpreende sempre pela positiva.
Dia 11 vai ser então a ante-estreia no Auditório Fernando Pessa, Bela Vista - Lisboa.
Não vale a pena pensar ir à ante-estreia, pois a lotação esgotou. Agora é tentar fazer a marcação no Teatro da Malaposta em Odivelas através do nº 219383100 .

Que corra então tudo bem e já sabem.... arrasem!

quarta-feira, 17 de março de 2010

Abril - Parte I

Olá! Antes de mais peço desculpa por não vir aqui à tanto tempo, mas como devem de imaginar as minhas prioridades neste momento são outras.
No entanto, como o mês de Abril está próximo, resolvi deixar aqui um apontamento, sobre uma peça (ou uma tentativa de tal), tendo como tema o 25 de Abril.
A ideia base desta peça é existir duas personagens que funcionam como narradores presentes. Quando escrevi o texto, imaginei-as (os) como se fossem um género de Mimos, mas cada qual faz a interpretação de sua maneira. O texto principal, é feito não em rima, mas as frases ditas por um, são completadas pelo outro personagem e ditas em jeito de declamação, mas sempre num tom brincalhão. Os outros excertos de textos dizem respeito a uma outra peça musicada que escrevi também sobre o mesmo tema, que por ser tão complexa de encenar, sempre ficou em gaveta.
Este texto tem alguns apontamentos musicais, temas bem conhecidos como "Muda de vida" de António Variações ou então Aquele Inverno” dos Delfins, entre outros.
Espero que gostem do texto e desde já deixo aqui a indicação que caso exista algum grupo de teatro interessado neste ou em algum outro texto, terei todo o gosto de ceder o mesmo, a única coisa que peço é que respeitem o que escrevi que caso pretendam utilizar o texto me avisem para o meu email sandra.cabacos@gmail.com.

"(Enquanto o espectáculo decorre estão a pintar um grafitty sobre Abril, ou então no palco está um cenário a preto com um cravo vermelho pintado, luz negra entre cada cena, narradores vestidos de pretos, eventualmente com um apontamento de vermelho, umas luvas por exemplo)

- Hoje, vamos festejar Abril,
- Hoje vamos festejar a vida, a tua, a minha...
- A nossa, a vossa liberdade de poder afirmar eu sou...
- Eu e estou de bem com a vida.
- Não há cá vai - se andando. Aqui, só se vai estar sempre bem.
- Porque é bom poder dizê-lo aos sete ventos...
- Gritar para quem quiser ouvir...
- Adoro viver!
- Sem repreensões, sem dúvidas que exista alguém na sombra de cada esquina, que coloque em dúvida quem somos e o que fazemos.
- Esta, é a nossa missão esta noite, ainda que por vezes impossível...
- É sempre bom poder sonhar com um mundo melhor...
- É sempre bom poder sonhar...
- “Que o mundo pula e avança, como uma bola colorida, por entre as mãos de uma criança. “

(Cantar/ Dançar Pedra Filosofal – António Gedeão)

- Agora com as almas já aquecidas pelo calor da música...
- Vamos ao concreto e ao propósito de nos reunirmos hoje nesta sala.
- Não estamos aqui para pedir dinheiro...
- Estamos cá para alertar consciências...
- Para vos dar conhecimento do rumo que a expressão e a sua liberdade pode tomar quando erramos...
- Ainda que sem intenção, ignorando o passado.
- Querendo no presente ocultar o que outros fizeram...
- Para que hoje possamos gozar do nosso próprio á vontade nas questões básicas da vida.
- Desde a política, á vida social, poder decidir ou não...
- Se estamos bem ou mal e se queremos mudar algo na nossa vida.

(Cantar Muda de vida – António Variações)

- O que esta noite parece algo de comum...
- Nós aqui deste lado, dando-vos um pouco daquilo que cada um de nós sabe fazer...
- E desse lado, a partilha de opiniões...
- A critica construtiva...
- Que para nós é tão importante, era quase inexistente não há muitos anos.
- O que os livros de história não contam...
- As emoções, os sofrimentos... (...)"
- Os sorrisos e as lágrimas...
- Nós hoje vamos contar aqui.